Tem um monte de coisas em que ainda preciso amadurecer. Muita coisa mesmo. Mas pago meus pecados devidamente, podem crer.
Uma grande amiga minha me disse dias desses que eu preciso manejar melhor meus sentimentos. É verdade. Este aprendizado, para mim, é como o de línguas estrangeiras: difícil.
Mas há outros aspectos em que me sinto mais maduro, como o de controlar a ansiedade em várias situações.
Hoje renovei meu visto para os Estados Unidos. A última vez em que havia estado na embaixada do Tio Sam foi em 2004. Cinco anos se passaram e percebi a diferença que pode significar sair dos 20 e entrar nos 30.
Estava um tantinho nervoso? Claro. Mas o nervosismo era pela fila que não andava e não por ter um sonho ameaçado. O sonho de conhecer diversos lugares a que sempre quis ir nos EUA eu já realizei: Hollywood, Grand Canyon, Havaí, Las Vegas, Golden Gate, sede da NASA e, o maior de todos, Nova York e seu Museu de História Natural, com o esqueleto do Tiranossauro Rex (sonhos de infância são sempre os mais valiosos!)
Graças a Deus, curti cada minuto em que estive em cada um destes lugares. Ir para os Estados Unidos já não é um sonho, é uma realização. Hoje, aos 32, tenho outros projetos e outros anseios que não tinha aos 27. A embaixada americana não mudou muito nestes 5 anos (os funcionários, é verdade, ficaram mais simpáticos e o prédio ficou bem menos ameaçador para mim) e não senti frio na barriga por temer ser recusado. Se o fosse, ficaria irritado e só. Nada mais. Com visto aprovado, agradeço a chance de conhecer outros lugares em que ainda quero ir (Washington, Chicago, Grandes Lagos, New Orleans), mas já mais sereno, penso.
Estas viagens foram os melhores presentes que me dei. Daqui 5 anos, quando, quem sabe, for novamente a Brasília renovar um visto, como será?
terça-feira, 11 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Mussum

Publiquei esta crônica sobre uma das figuras mais carismáticas que já vi na TV no último domingo, dia 2 de agosto. Escrevi este texto em meia-hora, se muito, inspirado pelas lembranças dos 15 anos da morte de Mussum. Engraçado é que muita gente veio comentar comigo que havia lido a crônica, recebi diversos e-mails de leitores do jornal que não conheço e o que senti em todos foi um intenso sentimento de identificação. Recordar é mais que viver. Recordar é preciso.
Cacildis, que saudadis
Uma das cenas mais marcantes da TV de que me lembro é Didi Mocó, com uma peruca de Maria Bethânia, como aquele “cabelo você me azucrina”, como diria uma querida amiga minha, num clipe de Terezinha, de Chico Buarque. Na estrofe
“O segundo me chegou
Como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente
Tão amarga de tragar”
Como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente
Tão amarga de tragar”
eis que surge ele, Mussum, entrando no quarto, trocando as pernas, com uma garrafa de pinga na mão e já dando um catiripapos em Didi.
Aqueles eram os anos 80, em que o início das noites de domingo era ocupado por um humor ingênuo, pastelão, com alguns rasgos de perversidade, e não por celebridades sebentas e vazias, como hoje. Os Trapalhões faziam rir com situações simples e piadas prontas, cheias de estereótipos e com tiradas politicamente incorretas. Mas o carisma daquela turma transformava o programa em um fenômeno de audiência e alavancava a bilheteria dos filmes de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. Perder um filme dos Trapalhões? Mas nem pensar, de forma alguma!
Esta semana lembramos os 15 anos da morte de um deles, talvez o mais alegre, o mais simpático, talvez até o mais engraçado de todos. Mussum era puro sorriso e com seus dentes alvos fazia rir, assim como provocava gargalhadas quando ficava nervoso e queria sair no sopapo com quem tentava passá-lo para trás.
Esta semana lembramos os 15 anos da morte de um deles, talvez o mais alegre, o mais simpático, talvez até o mais engraçado de todos. Mussum era puro sorriso e com seus dentes alvos fazia rir, assim como provocava gargalhadas quando ficava nervoso e queria sair no sopapo com quem tentava passá-lo para trás.
Lembro-me perfeitamente de quando um plantão da Globo, num sábado de manhã, anunciou a morte de Mussum. Zacarias já havia partido quatro anos antes e desde então eu percebera, surpreso, que aqueles caras não eram imortais. Mussum, porém, era especial. Ele tinha ginga, tinha uma malandragem gostosa de se ver. Era um comediante com ritmo, malemolência.
Talvez o que tenha mais marcado Mussum foi a maneira genial como ele trabalhava sua cor negra no humor. Hoje tudo é ofensivo, tudo é discriminatório, as pessoas ficaram mais radicais. Mas Mussum, quando queria enganar um incauto em algum truque para ganhar uns trocados a mais, garantia: “Quero morrer pretis se eu estiver mentindo.” Ou quando alguém se referia a ele como negão ou crioulo. “Negão é seu passadis”; “Crioulo é sua véia.”
Talvez o que tenha mais marcado Mussum foi a maneira genial como ele trabalhava sua cor negra no humor. Hoje tudo é ofensivo, tudo é discriminatório, as pessoas ficaram mais radicais. Mas Mussum, quando queria enganar um incauto em algum truque para ganhar uns trocados a mais, garantia: “Quero morrer pretis se eu estiver mentindo.” Ou quando alguém se referia a ele como negão ou crioulo. “Negão é seu passadis”; “Crioulo é sua véia.”
E Mussum completava, com sua cor e seu jeito, a representação brasileira que havia em Os Trapalhões. Ele era o carioca, o negro, a alegria africana que corre em nossas veias, assim como Dedé era o homem urbano e metido a sabichão, Zacarias era o homem do interior, mineirinho ingênuo, mas engenhoso, e Didi o retirante nordestino que sempre dava um nó em quem o considerava uma vítima fácil.
No quarteto, Mussum se destacava pela gargalhada rasgada, por uma espontaneidade desmedida, por seu jeito tão particular em terminar certas palavras com “is”, criando um dialeto próprio. Comediante inteligente, usou todos os recursos de que dispunha para divertir os outros. Tirou partido do samba no pé, do gosto além da conta pela bebida e até do porte físico. Bundudo, imortalizou a palavra “forébis” para se referir ao traseiro, dele e o dos outros.
Rever cenas de Os Trapalhões é cair em um certo saudosismo, não tem jeito. Como esquecer Didi e Mussum, vestidos, de Clara Nunes e Clementina de Jesus, em um clipe em que um dá rasteira no outro em uma praia enquanto cantam? Como não rir com Mussum de peruca com cabelo alisado apresentando um telejornal? Não dá. Aquilo era muito bom. Cacildis, que saudadis.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Sábado
Sábado é um dia abençoado. Mais até que domingo. Domingo é um dia meio depressivo, acho, principalmente quando a tarde começa a cair. O sábado não. Ele pode trazer aquela preguiça gostosa, sem culpa. Meus últimos sábados não foram assim, sempre atarefados. Mas o sábado passado foi diferente e aí eu me lembrei o quanto gosto deste dia.
1. Acordei tarde, mais ou menos 10h30, e logo uma amiga me ligou para ir ao seu apê agendar pela internet a entrevista do visto para os EUA.
2. Formulários virtuais preenchidos, ficamos lá, com mais duas pessoas, jogando conversa fora até umas 2 da tarde, num papo gostoso, sem sombras ou insinuações.
3. Fui de carona comer um prato maravilhoso no Pinguim, tomar dois chopes pingados geladíssimos e conversar sobre de tudo um pouco. Lembramos a adolescência, falamos sobre como as pessoas são, fizemos piadas, no melhor descompromisso com a hora.
4. Lá pelas 4h30 fomos para o shopping comprar um brinquedo de presente e eu fiquei lá, apertando todos os bichos que faziam barulho que vi e até ensinei um moleque que eu não conhecia a brincar com um olho que soltava raios.
5. Um querido casal de amigos, meus afilhados de casamento, me ligou chamando para conhecer o apê novo deles e depois ir para o cinema. Fui ao apê e fiquei muito feliz pelos dois por terem conseguido comprar um imóvel tão bom e terem montado uma casa com cara de lar.
6. Fomos ao Bougainville assistir Inimigos Públicos (o filme não é muito bom não) e depois ficamos lembrando cenas de grandes filmes de gangsters, como Os Intocáveis.
7. Fomos à Pizzaria Casa São Paulo, saboreamos uma pizza maravilhosa e, de novo, jogamos mais conversa fora. Falamos sobre coisas sérias e bobagens, como sempre acontece nesses encontros.
8. Cheguei em casa à meia-noite. Não escrevi uma palavra, não li uma linha, deixei meus problemas no trabalho, minhas decepções, meus medos, minhas preocupações de folga este dia.
Sei que ninguém tem a ver com minha rotina de fim de semana, mas quis escrever tudo isso aqui para dizer que há momentos em que merecemos férias. Férias de nós mesmos. Temos que aceitar os convites de amigos, dos amigos de verdade, daqueles que gostam de estar e conversar com você, daqueles que compartilham suas vitórias e se solidarizam com seus problemas. Me senti muito recompensado neste sábado. Me senti afagado por gente de que gosto muito, que têm um espaço especial em minha vida. Olhando para estas pessoas neste sábado, fiquei revigorado, renovado em minhas forças para enfrentar muitas segundas, terças, quartas em que eles não estarão tão perto.
Valeu, queridos. Este post é para vocês: Rossana, Marina e Pablo. Valeu mesmo.
1. Acordei tarde, mais ou menos 10h30, e logo uma amiga me ligou para ir ao seu apê agendar pela internet a entrevista do visto para os EUA.
2. Formulários virtuais preenchidos, ficamos lá, com mais duas pessoas, jogando conversa fora até umas 2 da tarde, num papo gostoso, sem sombras ou insinuações.
3. Fui de carona comer um prato maravilhoso no Pinguim, tomar dois chopes pingados geladíssimos e conversar sobre de tudo um pouco. Lembramos a adolescência, falamos sobre como as pessoas são, fizemos piadas, no melhor descompromisso com a hora.
4. Lá pelas 4h30 fomos para o shopping comprar um brinquedo de presente e eu fiquei lá, apertando todos os bichos que faziam barulho que vi e até ensinei um moleque que eu não conhecia a brincar com um olho que soltava raios.
5. Um querido casal de amigos, meus afilhados de casamento, me ligou chamando para conhecer o apê novo deles e depois ir para o cinema. Fui ao apê e fiquei muito feliz pelos dois por terem conseguido comprar um imóvel tão bom e terem montado uma casa com cara de lar.
6. Fomos ao Bougainville assistir Inimigos Públicos (o filme não é muito bom não) e depois ficamos lembrando cenas de grandes filmes de gangsters, como Os Intocáveis.
7. Fomos à Pizzaria Casa São Paulo, saboreamos uma pizza maravilhosa e, de novo, jogamos mais conversa fora. Falamos sobre coisas sérias e bobagens, como sempre acontece nesses encontros.
8. Cheguei em casa à meia-noite. Não escrevi uma palavra, não li uma linha, deixei meus problemas no trabalho, minhas decepções, meus medos, minhas preocupações de folga este dia.
Sei que ninguém tem a ver com minha rotina de fim de semana, mas quis escrever tudo isso aqui para dizer que há momentos em que merecemos férias. Férias de nós mesmos. Temos que aceitar os convites de amigos, dos amigos de verdade, daqueles que gostam de estar e conversar com você, daqueles que compartilham suas vitórias e se solidarizam com seus problemas. Me senti muito recompensado neste sábado. Me senti afagado por gente de que gosto muito, que têm um espaço especial em minha vida. Olhando para estas pessoas neste sábado, fiquei revigorado, renovado em minhas forças para enfrentar muitas segundas, terças, quartas em que eles não estarão tão perto.
Valeu, queridos. Este post é para vocês: Rossana, Marina e Pablo. Valeu mesmo.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
O poder da palavra

Meu orientador no doutorado da UnB me disse, em uma de nossas reuniões, uma frase que nunca vou me esquecer: "Rogério, você nasceu para escrever."
Confesso, cá com minha vaidade, que adorei ouvir isso dele. Não por Sérgio Porto ser meu orientador, mas pelo fato de meu orientador ser Sérgio Porto, um homem que participou da histórica redação da revista Realidade.
Venho pensando muito sobre o que significa escrever por estes dias. E tenho pensado na responsabilidade que é escrever. E ando escrevendo muito. Escrevo no jornal, escrevo minha tese, escrevo neste blog. Escrevo, escrevo, escrevo...
Quando você escreve o que deve, as pessoas leem. Quando escreve o que não deve, elas leem também. Tenho escrito coisas que devo e que não devo escrever.
Quando escrevo o que devo, recebo elogios e fico muito realizado por fazer algo que foi bom não só para mim. Por um artigo sobre política que publiquei no jornal em que trabalho, recebi um afago da amiga blogueira Deire Assis, uma carta muito elogiosa de um leitor que não conheço, que se disse "ávido por meus textos", comentários positivos de colegas. Foi ótimo.
Quando escrevo o que não devo, acabo machucando quem não quero. E isso acontece porque as palavras têm força, muita força. E as palavras escritas são as mais fortes de todas. No meu último post, fiz críticas a alguns comportamentos, refletindo sobre a vida. Mencionei comportamentos que não aprovo e condutas que eu acho corretas. Comportamentos estes que são, em grande parte, meus comportamentos, infelizmente. Condutas estas que, infelizmente, ainda não são as minhas.
Mas acabei falando também de posturas que não aprovo nos outros, não como uma agressão endereçada. Uma pessoa que prezo muito, infelizmente, entendeu assim. Não sabia que a pessoa que se sentiu atingida leria, não foi algo premeditado, uma ofensa planejada. Foi um desabafo, um colcha de retalhos de pensamentos esparsos. Achei que esta pessoa nem lia meu blog. Como o que foi interpretado como ofensa foi publicado aqui, quero, também aqui, e também por escrito, pedir desculpas, agora que sei que este blog tem um leitor a mais. Foi mal. Errei a mão. Perdão.
Manejar mal as palavras me deixam triste, manejá-las bem me fascina não só quando eu acerto, mas quando quem está à minha volta, e que sabe escrever tão bem, também acerta. Neste blog há links para alguns destes profissionais da palavra que tanto admiro. Lendo-os, aprendo demais.
Quando leio o blog da Deire Assis, por exemplo, eu a vejo falando, só que de uma maneira mais poética. Ela se abre, se mostra, deixa que entremos, por meio da palavra, em seus pensamentos, em suas reflexões sobre o mundo, em suas dúvidas, em suas opiniões. Uma delícia.
Opinião, aliás, que um jovem colega de redação sabe dar tão bem. Rodrigo Alves é um daqueles caras que a gente tem de ler antes para não sair por aí falando bobagem sobre um livro, um filme. Sua visão é aguçada e enriquecedora.
Meu afilhado de casamento Pablo Alcântara já trabalha a palavra de outra forma. Cronista de mão cheia, sabe passar o inusitado do cotidiano para uma linguagem leve, divertida, instigante, que nos leva a pensar sobre o que diabos é a humanidade, meu Deus!!!!
Sou professor de jornalismo e muitos alunos, os mais interessados, depois que descobrem que trabalho em um grande jornal, dão uma olhadinha no que escrevo. Os que não gostam, claro, não dizem. Os que gostam, comentam.
Um desses alunos, um dos mais aplicados que já tive, sempre comenta comigo algumas matérias que faço mas, inevitavelmente, depois de dizer algo sobre o que escrevi, elogia outra matéria, a que de fato lhe interessou e lhe reforçou o desejo de ser jornalista. Ele é fã de carteirinha de Vinicius Sassine. Aceito a preferência, já que compartilho com ele desta admiração.
E conheço tantos outros que sabem transformar a palavra em alguma coisa que talvez nem possa ser definido por... palavras. Sempre admirei o trabalho de profissionais como Malu Longo, como Valbene Bezerra, como Renato Queiroz (o senso de humor mais refinado da redação), de Carlos Eduardo Reche e sua ética ao lidar com fontes tão pouco éticas. Grandes professores!
Os erros que cometemos, quando escrevemos o que não devemos, fazem parte deste difícil exercício de lidar com um bicho arisco chamado palavra. Os tombos são inevitáveis. Temos que levantar e tentar escrever algo melhor. É isso que estou tentando fazer aqui.
Eu não nasci só para escrever, como disse meu orientador. Acho que também escrevo para viver. E escrevo para poder conviver com tanta gente que escreve tão bem.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Daquilo que eu sei...
Daquilo que eu sei...
... a vida não é fácil, os problemas se acumulam e os desafios não param de aparecer, mas há momentos que podem, sim, ser maravilhosos...
... a amizade ainda é o melhor sentimento humano que existe...
... nós escolhemos nossos amigos, assim como nossos amigos nos escolhem. É, inevitavelmente, uma via de mão dupla. Não adianta escolhermos quem não nos escolhe. É perda de tempo e o melhor é desencanar, investir em quem realmente lhe quer ao lado...
... a idade traz um pouco mais de serenidade, mas não muda temperamentos não...
... as pessoas estão ficando mais intolerantes...
Daquilo que eu sei...
... a atenção é o melhor bálsamo para a alma e ela se dá em pequenos e valiosos gestos, como quando alguém prepara um sanduíche natural e compra um suco de uva pensando em você, para que você lanche bem...
... o desprezo e a negligência são os piores sentimentos que podemos endereçar a outra pessoa, piores que o ódio, piores que a ira...
... é preciso separar o joio do trigo e não ficar com o joio...
... é necessário desenvolver o dom de ouvir e observar, falando e opinando menos...
... não temos que julgar as pessoas, jamais. Não sejamos tão presunçosos...
... devemos procurar ser transparentes, deixando claro quando gostamos e/ou não suportamos alguém. Se gostamos, que demonstremos. Se não gostamos, que também demonstremos. Nada de dubiedades, nada de diplomacias exageradas, nada de risinhos frouxos para quem não suportamos. Se quem não nos suporta nos sorri falsamente, problema de quem ri sem sentir graça, sem ter a verdadeira alegria...
Daquilo que eu sei...
... há mais gente pronta a atrapalhar do que a ajudar, mas os que ajudam costumam ser mais competentes e fortes do que os que só pensam em prejudicar...
... não é bom sonharmos demais, ficarmos empolgados além da conta, mas também não devemos desanimar de nossos projetos. Eles são nossos...
... a família, por mais problemática que seja, por mais complicações que cause, por mais preocupações que gere, ainda é a família, porto seguro nos momentos mais incertos...
... devemos ser otimistas, sim, mas também temos o direito à melancolia, ao choro de tristeza, aos pensamentos sombrios, à fossa...
... perdemos muitas oportunidades de sermos felizes quando não aproveitamos um momento de alegria, uma companhia agradável, um papo furado. Nos falta muita sabedoria no cotidiano...
... sei que nada sei? Nada disso! Daquilo que eu sei, sei por viver, por padecer, por errar e acertar. Daquilo que eu sei, não dispenso nada. Só assim, quem sabe, saberei mais...
... a vida não é fácil, os problemas se acumulam e os desafios não param de aparecer, mas há momentos que podem, sim, ser maravilhosos...
... a amizade ainda é o melhor sentimento humano que existe...
... nós escolhemos nossos amigos, assim como nossos amigos nos escolhem. É, inevitavelmente, uma via de mão dupla. Não adianta escolhermos quem não nos escolhe. É perda de tempo e o melhor é desencanar, investir em quem realmente lhe quer ao lado...
... a idade traz um pouco mais de serenidade, mas não muda temperamentos não...
... as pessoas estão ficando mais intolerantes...
Daquilo que eu sei...
... a atenção é o melhor bálsamo para a alma e ela se dá em pequenos e valiosos gestos, como quando alguém prepara um sanduíche natural e compra um suco de uva pensando em você, para que você lanche bem...
... o desprezo e a negligência são os piores sentimentos que podemos endereçar a outra pessoa, piores que o ódio, piores que a ira...
... é preciso separar o joio do trigo e não ficar com o joio...
... é necessário desenvolver o dom de ouvir e observar, falando e opinando menos...
... não temos que julgar as pessoas, jamais. Não sejamos tão presunçosos...
... devemos procurar ser transparentes, deixando claro quando gostamos e/ou não suportamos alguém. Se gostamos, que demonstremos. Se não gostamos, que também demonstremos. Nada de dubiedades, nada de diplomacias exageradas, nada de risinhos frouxos para quem não suportamos. Se quem não nos suporta nos sorri falsamente, problema de quem ri sem sentir graça, sem ter a verdadeira alegria...
Daquilo que eu sei...
... há mais gente pronta a atrapalhar do que a ajudar, mas os que ajudam costumam ser mais competentes e fortes do que os que só pensam em prejudicar...
... não é bom sonharmos demais, ficarmos empolgados além da conta, mas também não devemos desanimar de nossos projetos. Eles são nossos...
... a família, por mais problemática que seja, por mais complicações que cause, por mais preocupações que gere, ainda é a família, porto seguro nos momentos mais incertos...
... devemos ser otimistas, sim, mas também temos o direito à melancolia, ao choro de tristeza, aos pensamentos sombrios, à fossa...
... perdemos muitas oportunidades de sermos felizes quando não aproveitamos um momento de alegria, uma companhia agradável, um papo furado. Nos falta muita sabedoria no cotidiano...
... sei que nada sei? Nada disso! Daquilo que eu sei, sei por viver, por padecer, por errar e acertar. Daquilo que eu sei, não dispenso nada. Só assim, quem sabe, saberei mais...
quinta-feira, 16 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
Estou sentindo falta

Estou sentindo falta de uma reportagem mais aventureira.
Uma reportagem que necessite apurar os dados, in loco, com pessoas desconhecidas, totalmente anônimas, que me façam aprender coisas que eu jamais pensei conhecer.
Uma reportagem em que seja possível um legítimo exercício das possibilidades do texto.
Uma reportagem que possa surpreender os leitores pela abordagem, pela maneira diferente com que o assunto é tratado.
Uma reportagem que me leve para longe onde eu possa falar de coisas que nos são tão próximas.
Uma reportagem que não seja burocrática, que não seja feita às pressas, que não repita fontes.
Uma reportagem que fuja da agenda e que me faça relê-la com prazer no dia seguinte.
Estou sentindo falta...
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