Sábado é um dia abençoado. Mais até que domingo. Domingo é um dia meio depressivo, acho, principalmente quando a tarde começa a cair. O sábado não. Ele pode trazer aquela preguiça gostosa, sem culpa. Meus últimos sábados não foram assim, sempre atarefados. Mas o sábado passado foi diferente e aí eu me lembrei o quanto gosto deste dia.
1. Acordei tarde, mais ou menos 10h30, e logo uma amiga me ligou para ir ao seu apê agendar pela internet a entrevista do visto para os EUA.
2. Formulários virtuais preenchidos, ficamos lá, com mais duas pessoas, jogando conversa fora até umas 2 da tarde, num papo gostoso, sem sombras ou insinuações.
3. Fui de carona comer um prato maravilhoso no Pinguim, tomar dois chopes pingados geladíssimos e conversar sobre de tudo um pouco. Lembramos a adolescência, falamos sobre como as pessoas são, fizemos piadas, no melhor descompromisso com a hora.
4. Lá pelas 4h30 fomos para o shopping comprar um brinquedo de presente e eu fiquei lá, apertando todos os bichos que faziam barulho que vi e até ensinei um moleque que eu não conhecia a brincar com um olho que soltava raios.
5. Um querido casal de amigos, meus afilhados de casamento, me ligou chamando para conhecer o apê novo deles e depois ir para o cinema. Fui ao apê e fiquei muito feliz pelos dois por terem conseguido comprar um imóvel tão bom e terem montado uma casa com cara de lar.
6. Fomos ao Bougainville assistir Inimigos Públicos (o filme não é muito bom não) e depois ficamos lembrando cenas de grandes filmes de gangsters, como Os Intocáveis.
7. Fomos à Pizzaria Casa São Paulo, saboreamos uma pizza maravilhosa e, de novo, jogamos mais conversa fora. Falamos sobre coisas sérias e bobagens, como sempre acontece nesses encontros.
8. Cheguei em casa à meia-noite. Não escrevi uma palavra, não li uma linha, deixei meus problemas no trabalho, minhas decepções, meus medos, minhas preocupações de folga este dia.
Sei que ninguém tem a ver com minha rotina de fim de semana, mas quis escrever tudo isso aqui para dizer que há momentos em que merecemos férias. Férias de nós mesmos. Temos que aceitar os convites de amigos, dos amigos de verdade, daqueles que gostam de estar e conversar com você, daqueles que compartilham suas vitórias e se solidarizam com seus problemas. Me senti muito recompensado neste sábado. Me senti afagado por gente de que gosto muito, que têm um espaço especial em minha vida. Olhando para estas pessoas neste sábado, fiquei revigorado, renovado em minhas forças para enfrentar muitas segundas, terças, quartas em que eles não estarão tão perto.
Valeu, queridos. Este post é para vocês: Rossana, Marina e Pablo. Valeu mesmo.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
O poder da palavra

Meu orientador no doutorado da UnB me disse, em uma de nossas reuniões, uma frase que nunca vou me esquecer: "Rogério, você nasceu para escrever."
Confesso, cá com minha vaidade, que adorei ouvir isso dele. Não por Sérgio Porto ser meu orientador, mas pelo fato de meu orientador ser Sérgio Porto, um homem que participou da histórica redação da revista Realidade.
Venho pensando muito sobre o que significa escrever por estes dias. E tenho pensado na responsabilidade que é escrever. E ando escrevendo muito. Escrevo no jornal, escrevo minha tese, escrevo neste blog. Escrevo, escrevo, escrevo...
Quando você escreve o que deve, as pessoas leem. Quando escreve o que não deve, elas leem também. Tenho escrito coisas que devo e que não devo escrever.
Quando escrevo o que devo, recebo elogios e fico muito realizado por fazer algo que foi bom não só para mim. Por um artigo sobre política que publiquei no jornal em que trabalho, recebi um afago da amiga blogueira Deire Assis, uma carta muito elogiosa de um leitor que não conheço, que se disse "ávido por meus textos", comentários positivos de colegas. Foi ótimo.
Quando escrevo o que não devo, acabo machucando quem não quero. E isso acontece porque as palavras têm força, muita força. E as palavras escritas são as mais fortes de todas. No meu último post, fiz críticas a alguns comportamentos, refletindo sobre a vida. Mencionei comportamentos que não aprovo e condutas que eu acho corretas. Comportamentos estes que são, em grande parte, meus comportamentos, infelizmente. Condutas estas que, infelizmente, ainda não são as minhas.
Mas acabei falando também de posturas que não aprovo nos outros, não como uma agressão endereçada. Uma pessoa que prezo muito, infelizmente, entendeu assim. Não sabia que a pessoa que se sentiu atingida leria, não foi algo premeditado, uma ofensa planejada. Foi um desabafo, um colcha de retalhos de pensamentos esparsos. Achei que esta pessoa nem lia meu blog. Como o que foi interpretado como ofensa foi publicado aqui, quero, também aqui, e também por escrito, pedir desculpas, agora que sei que este blog tem um leitor a mais. Foi mal. Errei a mão. Perdão.
Manejar mal as palavras me deixam triste, manejá-las bem me fascina não só quando eu acerto, mas quando quem está à minha volta, e que sabe escrever tão bem, também acerta. Neste blog há links para alguns destes profissionais da palavra que tanto admiro. Lendo-os, aprendo demais.
Quando leio o blog da Deire Assis, por exemplo, eu a vejo falando, só que de uma maneira mais poética. Ela se abre, se mostra, deixa que entremos, por meio da palavra, em seus pensamentos, em suas reflexões sobre o mundo, em suas dúvidas, em suas opiniões. Uma delícia.
Opinião, aliás, que um jovem colega de redação sabe dar tão bem. Rodrigo Alves é um daqueles caras que a gente tem de ler antes para não sair por aí falando bobagem sobre um livro, um filme. Sua visão é aguçada e enriquecedora.
Meu afilhado de casamento Pablo Alcântara já trabalha a palavra de outra forma. Cronista de mão cheia, sabe passar o inusitado do cotidiano para uma linguagem leve, divertida, instigante, que nos leva a pensar sobre o que diabos é a humanidade, meu Deus!!!!
Sou professor de jornalismo e muitos alunos, os mais interessados, depois que descobrem que trabalho em um grande jornal, dão uma olhadinha no que escrevo. Os que não gostam, claro, não dizem. Os que gostam, comentam.
Um desses alunos, um dos mais aplicados que já tive, sempre comenta comigo algumas matérias que faço mas, inevitavelmente, depois de dizer algo sobre o que escrevi, elogia outra matéria, a que de fato lhe interessou e lhe reforçou o desejo de ser jornalista. Ele é fã de carteirinha de Vinicius Sassine. Aceito a preferência, já que compartilho com ele desta admiração.
E conheço tantos outros que sabem transformar a palavra em alguma coisa que talvez nem possa ser definido por... palavras. Sempre admirei o trabalho de profissionais como Malu Longo, como Valbene Bezerra, como Renato Queiroz (o senso de humor mais refinado da redação), de Carlos Eduardo Reche e sua ética ao lidar com fontes tão pouco éticas. Grandes professores!
Os erros que cometemos, quando escrevemos o que não devemos, fazem parte deste difícil exercício de lidar com um bicho arisco chamado palavra. Os tombos são inevitáveis. Temos que levantar e tentar escrever algo melhor. É isso que estou tentando fazer aqui.
Eu não nasci só para escrever, como disse meu orientador. Acho que também escrevo para viver. E escrevo para poder conviver com tanta gente que escreve tão bem.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Daquilo que eu sei...
Daquilo que eu sei...
... a vida não é fácil, os problemas se acumulam e os desafios não param de aparecer, mas há momentos que podem, sim, ser maravilhosos...
... a amizade ainda é o melhor sentimento humano que existe...
... nós escolhemos nossos amigos, assim como nossos amigos nos escolhem. É, inevitavelmente, uma via de mão dupla. Não adianta escolhermos quem não nos escolhe. É perda de tempo e o melhor é desencanar, investir em quem realmente lhe quer ao lado...
... a idade traz um pouco mais de serenidade, mas não muda temperamentos não...
... as pessoas estão ficando mais intolerantes...
Daquilo que eu sei...
... a atenção é o melhor bálsamo para a alma e ela se dá em pequenos e valiosos gestos, como quando alguém prepara um sanduíche natural e compra um suco de uva pensando em você, para que você lanche bem...
... o desprezo e a negligência são os piores sentimentos que podemos endereçar a outra pessoa, piores que o ódio, piores que a ira...
... é preciso separar o joio do trigo e não ficar com o joio...
... é necessário desenvolver o dom de ouvir e observar, falando e opinando menos...
... não temos que julgar as pessoas, jamais. Não sejamos tão presunçosos...
... devemos procurar ser transparentes, deixando claro quando gostamos e/ou não suportamos alguém. Se gostamos, que demonstremos. Se não gostamos, que também demonstremos. Nada de dubiedades, nada de diplomacias exageradas, nada de risinhos frouxos para quem não suportamos. Se quem não nos suporta nos sorri falsamente, problema de quem ri sem sentir graça, sem ter a verdadeira alegria...
Daquilo que eu sei...
... há mais gente pronta a atrapalhar do que a ajudar, mas os que ajudam costumam ser mais competentes e fortes do que os que só pensam em prejudicar...
... não é bom sonharmos demais, ficarmos empolgados além da conta, mas também não devemos desanimar de nossos projetos. Eles são nossos...
... a família, por mais problemática que seja, por mais complicações que cause, por mais preocupações que gere, ainda é a família, porto seguro nos momentos mais incertos...
... devemos ser otimistas, sim, mas também temos o direito à melancolia, ao choro de tristeza, aos pensamentos sombrios, à fossa...
... perdemos muitas oportunidades de sermos felizes quando não aproveitamos um momento de alegria, uma companhia agradável, um papo furado. Nos falta muita sabedoria no cotidiano...
... sei que nada sei? Nada disso! Daquilo que eu sei, sei por viver, por padecer, por errar e acertar. Daquilo que eu sei, não dispenso nada. Só assim, quem sabe, saberei mais...
... a vida não é fácil, os problemas se acumulam e os desafios não param de aparecer, mas há momentos que podem, sim, ser maravilhosos...
... a amizade ainda é o melhor sentimento humano que existe...
... nós escolhemos nossos amigos, assim como nossos amigos nos escolhem. É, inevitavelmente, uma via de mão dupla. Não adianta escolhermos quem não nos escolhe. É perda de tempo e o melhor é desencanar, investir em quem realmente lhe quer ao lado...
... a idade traz um pouco mais de serenidade, mas não muda temperamentos não...
... as pessoas estão ficando mais intolerantes...
Daquilo que eu sei...
... a atenção é o melhor bálsamo para a alma e ela se dá em pequenos e valiosos gestos, como quando alguém prepara um sanduíche natural e compra um suco de uva pensando em você, para que você lanche bem...
... o desprezo e a negligência são os piores sentimentos que podemos endereçar a outra pessoa, piores que o ódio, piores que a ira...
... é preciso separar o joio do trigo e não ficar com o joio...
... é necessário desenvolver o dom de ouvir e observar, falando e opinando menos...
... não temos que julgar as pessoas, jamais. Não sejamos tão presunçosos...
... devemos procurar ser transparentes, deixando claro quando gostamos e/ou não suportamos alguém. Se gostamos, que demonstremos. Se não gostamos, que também demonstremos. Nada de dubiedades, nada de diplomacias exageradas, nada de risinhos frouxos para quem não suportamos. Se quem não nos suporta nos sorri falsamente, problema de quem ri sem sentir graça, sem ter a verdadeira alegria...
Daquilo que eu sei...
... há mais gente pronta a atrapalhar do que a ajudar, mas os que ajudam costumam ser mais competentes e fortes do que os que só pensam em prejudicar...
... não é bom sonharmos demais, ficarmos empolgados além da conta, mas também não devemos desanimar de nossos projetos. Eles são nossos...
... a família, por mais problemática que seja, por mais complicações que cause, por mais preocupações que gere, ainda é a família, porto seguro nos momentos mais incertos...
... devemos ser otimistas, sim, mas também temos o direito à melancolia, ao choro de tristeza, aos pensamentos sombrios, à fossa...
... perdemos muitas oportunidades de sermos felizes quando não aproveitamos um momento de alegria, uma companhia agradável, um papo furado. Nos falta muita sabedoria no cotidiano...
... sei que nada sei? Nada disso! Daquilo que eu sei, sei por viver, por padecer, por errar e acertar. Daquilo que eu sei, não dispenso nada. Só assim, quem sabe, saberei mais...
quinta-feira, 16 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
Estou sentindo falta

Estou sentindo falta de uma reportagem mais aventureira.
Uma reportagem que necessite apurar os dados, in loco, com pessoas desconhecidas, totalmente anônimas, que me façam aprender coisas que eu jamais pensei conhecer.
Uma reportagem em que seja possível um legítimo exercício das possibilidades do texto.
Uma reportagem que possa surpreender os leitores pela abordagem, pela maneira diferente com que o assunto é tratado.
Uma reportagem que me leve para longe onde eu possa falar de coisas que nos são tão próximas.
Uma reportagem que não seja burocrática, que não seja feita às pressas, que não repita fontes.
Uma reportagem que fuja da agenda e que me faça relê-la com prazer no dia seguinte.
Estou sentindo falta...
terça-feira, 30 de junho de 2009
65 Vezes

Foram 65 vezes.
No último um ano e meio, fui e voltei de Brasília 65 vezes para assistir aulas na UnB.
No primeiro semestre, ia e voltava duas vezes por semana: ia na terça à noite, voltava na quarta depois do almoço; ia na quinta à noite, voltava na sexta, depois do almoço.
No segundo semestre, ia no domingo à noite, voltava na terça depois do almoço.
No terceiro semestre, ia no domingo à noite, voltava na segunda, depois das 10 da noite.
Indo e vindo, indo e vindo.
Ontem, 29 de junho, assisti minhas últimas aulas do doutorado.
Acabou o vai-e-vem semanal. Nem acredito.
No início do ano passado, muitos, muitos, bem ou mal intencionados, preocupados ou não comigo, amigos, colegas de trabalho, meros conhecidos fizeram um coro numeroso: "você não vai dar conta."
Quando eu chegava à redação, muitos diziam: "como você está cansado, não vai aguentar."
Mas fui levando, fazendo ouvidos moucos. Não que me sentisse inatingível, mas aqueles comentários passaram a ser não um problemas, mas um estímulo a mais.
Conseguiria sim, nem que fosse para calar a boca de todos.
Quando muitos perceberam que sim, eu estava sobrevivendo, deixaram de agourar, talvez por medo de queimar a língua. Talvez.
Mas eles, no fim das contas, são os que menos importam neste momento.
Importam, na verdade, aqueles que nunca deixaram de me apoiar.
Vai aqui um agradecimento especial a duas amigas especiais: Karla e Veruska. Elas abriram seus apartamentos, abriram mão da privacidade de pessoas que moram sozinhas, para me receber toda semana, sempre com um lanche, um bom papo, palavras de encorajamento. Às duas, nunca terei como agradecer.
E nunca terei, também, como agradecer às rezas de meus pais todos os dias em que eu pegava a estrada: proteção contra acidentes, contra motores pifados, contra radiadores furados, contra pneus estourados, contra todo e qualquer empecilho no caminho.
As rezas funcionaram perfeitamente. Nada, em nenhuma vez, ocorreu. Na única vez em que o carro pifou, ele pifou depois que cheguei em Goiânia, na frente da casa de outra amiga querida, Amanda, no dia uma caroneira. E caronas foram mais que caronas nesta jornada: foram companhias preciosas em mais de duas horas de solitária viagem, sempre com as mesmas paisagens, os mesmos marcos, os mesmos buracos da estrada.
Sustos foram muitos. Em Abadiânia, à noite, precisei, num dia, desviar de uma mulher que atravessou a rodovia em sua bicicleta; num outro, de um cavalo que cruzou a BR na maior tranquilidade do mundo. Em uma vez, atropelei um cone de uma obra mal sinalizada perto de Alexânia. Outra vez, levei uma fechada fenomenal no trevo do Daia, em Anápolis, de uma carreta de incontáveis toneladas.
Confesso aqui que cochilei ao volante em uma de minhas vindas, já chegando a Goiânia, numa pescada que me valeu o maior dos sustos e uma guinada violenta no volante. Mas somos preparados para os sustos quando eles são apenas isso: sustos.
Nessas minhas idas e vindas, vi um motoqueiro morto, atropelado em Teresópolis, e um outro, dentro de Brasília, com o corpo já coberto por jornais. Vi carretas com as rodas para cima, carros capotados depois de surpreendidos por aquaplanagem.
Foram 65 idas e 65 vindas. Foram, ao todo, 28.600 Km percorridos. Seria como percorrer seis vezes a distância entre Porto Alegre e Manaus, ou percorrer três vezes a distância entre São Paulo e Johanesburgo, na África do Sul, ou duas vezes a distância entre a capital paulista e Nova Dheli, na Índia. Nunca pensei que dirigia isso tudo na vida.
Mas dirigi. Estou fazendo este post não para me gabar, mas para desabafar, para comemorar com os que nunca duvidaram desta empreitada, e para jogar na cara de quem duvidava que não devemos duvidar das pessoas, ainda mais das que não conhecemos bem.
Muitos que me apoiaram leem este blog e a eles eu agradeço.
Alguns que duvidaram também leem este blog e a eles eu também agradeço, mas de forma bem diferente, bem menos fraterna. Com os primeiros quero compartilhar aqui minha alegria. Com os outros, não quero compartilhar nada, apenas informá-los de que estavam errados.
sábado, 6 de junho de 2009
Voltar das férias é...
Voltar das férias é retomar velhas rotinas que você jurou que tentaria abandonar
Voltar das férias é ter menos tempo para você mesmo
Voltar das férias é tentar se encher da esperança de que é o melhor a fazer
Voltar das férias é deixar de dormir um pouquinho à tarde
Voltar das férias é reencontrar objetos que você se esqueceu que tinha
Voltar das férias é rever amigos queridos
Voltar das férias é rever pessoas desagradáveis
Voltar das férias é ter menos dinheiro na conta
Voltar das férias é pensar nas próximas férias
Voltar das férias é atestar que o tempo passa depressa demais
Voltar das férias é ter um pouco de depressão por voltar das férias
Voltar das férias é encarar velhos problemas que você nunca consegue resolver
Voltar das férias é olhar colegas de trabalho com um olhar já conhecido
Voltar das férias é não ser olhado por colegas, alguns queridos e outros nem tanto
Voltar das férias é algo bom e ruim ao mesmo tempo (20% bom e 80% ruim)
Voltar das férias é cumprir um ciclo e iniciar outro
Voltemos, então, se não tem outro jeito.
E aguardar as próximas férias... E que estas sejam melhores
Voltar das férias é ter menos tempo para você mesmo
Voltar das férias é tentar se encher da esperança de que é o melhor a fazer
Voltar das férias é deixar de dormir um pouquinho à tarde
Voltar das férias é reencontrar objetos que você se esqueceu que tinha
Voltar das férias é rever amigos queridos
Voltar das férias é rever pessoas desagradáveis
Voltar das férias é ter menos dinheiro na conta
Voltar das férias é pensar nas próximas férias
Voltar das férias é atestar que o tempo passa depressa demais
Voltar das férias é ter um pouco de depressão por voltar das férias
Voltar das férias é encarar velhos problemas que você nunca consegue resolver
Voltar das férias é olhar colegas de trabalho com um olhar já conhecido
Voltar das férias é não ser olhado por colegas, alguns queridos e outros nem tanto
Voltar das férias é algo bom e ruim ao mesmo tempo (20% bom e 80% ruim)
Voltar das férias é cumprir um ciclo e iniciar outro
Voltemos, então, se não tem outro jeito.
E aguardar as próximas férias... E que estas sejam melhores
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